Paróquia Santa Cruz – Bairro Vera Cruz – BH

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A cura dos males hereditários

Dia 28 de abril Roberto Tannus no grupo de oração: Jesus Fonte de Água Viva as 20:30. Faça sua árvore genealógica e traga para a quebra das maldições hereditárias.

Abaixo um resumo do que é a cura da árvore genealógica:

Vou explicar para você como se dá a cura da nossa árvore genealógica.

Primeiro precisamos entender o plano de Deus para nossa família: “A nossa família é a realização dos sonhos de Deus” foi Deus que a quis, por isso você não pode destruir nem rejeitar a sua família, ela existe para ser um reflexo do amor de Deus. A nossa árvore genealógica esta intimamente ligada com a sua familia e os seus antepassados, por isso precisamos ir na raiz de nossa árvore genealógica para identificarmos o que e como iremos rezar por ela.

Nós sabemos que o pecado original é fruto da desobediência humana, assim como a benção é fruto da obediência à Palavra de Deus.

A origem de todo mal nasceu do pecado original, e como consequência desse pecado, surgiram inúmeros males, que nos atingem e pode nos prejudicar de todos os meios, seja eles:

Por culpa dos outros: como a rejeição, a inferioridade, a baixa estima e maldições lançadas.
Pelos fenômenos naturais: isso é sem a culpa humana: enchentes, furacões, desastre naturais, catástrofes.
Por culpa humana em si: abortos, suicídio, desobediência, roubos, blasfêmias, mentiras, murmuração e reclamação.
Pelas circunstancia da vida: como a perda de um entes queridos em acidentes ou por causa natural.

Uma das característica que nos ajudam a identificar a necessidade da cura dos males de nossa árvore genealógica é encontrar em nossa família pessoas que tiveram ou tem problemas mentais, problemas com alcoolismo, adultérios, abuso de menores ou pessoas que cometeram suicídios ou homicídios entre outros.
“Andar na benção é andar na obediência a Deus”

Uma vez que identificamos isso, precisamos dar início ao processo de cura da árvore genealógica:

O primeiro passo para dar iniciar a esse processo é a reconciliação com Deus através de uma boa confissão.

Nós sabemos que todos os pecados que foram profundamente arrependidos e confessados ao sacerdote, foram apagados e perdoados por Deus. Mas os pecados que não foram arrependido, muito menos confessados, geraram uma feridas abertas em nossa árvore genealógica que sangram constantemente, que deixou a família doente.
Quando eu falo de pecado não confessados eu falo de: abortos, sacrilégios, roubos, cometidos por algum membro de nossas famílias.

Outro ponto importante e que nos atrapalha muito é o envolvimentos com ocultismo, com a idolatrias e envolvimentos com outros deuses, pactos, consagrações, compromissos firmados com o maligno, em troca de algum ganho pessoas: dinheiro ou até mesmo a fama.

Nós sabemos que as maldições lançadas contra alguém, podem trazer sérios danos à nossa árvore genealógica, as vezes falamos coisas que até Deus duvida, mas esquecemos que as palavras tem poder, palavras são sementes. Nunca podemos nos esquecer de rezar pelos falecidos da família.

A cura da arvore genealógica, para melhor compreendermos é apenas um aspecto da cura que Deus quer fazer em nosso processo de cura da arvore genealógica.

Como orar pela cura de sua Árvore Genealógica?

“Esta é a história de Noé: Noé era homem justo e íntegro entre os contemporâneos e sempre andava com Deus. Gerou três filhos: Sem, Cam e Jafé. Mas a terra se perverteu diante de Deus e encheu-se de violência. E Deus viu que a terra estava pervertida: toda a humanidade tinha pervertido sua conduta na terra. E eu, eu vou mandar um dilúvio sobre a terra, a fim de exterminar toda a carne com sopro de vida debaixo do céu. Tudo o que existe na terra perecerá.18.Contigo, porém, estabelecerei minha aliança: entrarás na arca com teus filhos, tua mulher e as mulheres de teus filhos. E de cada ser vivo, de tudo o que é carne, farás entrar contigo na arca dois de cada espécie, um macho e uma fêmea, para conservá-los vivos. De cada espécie de ave, de cada espécie de animal doméstico, de cada espécie dos animais pequenos do chão virá a ti um casal, para que os conserves vivos. Quanto a ti, recolhe de tudo o que se pode comer e armazena-o junto a ti, para servir de alimento a ti e a eles”. E Noé executou tudo conforme Deus lhe tinha ordenado.” Gn 6,9-12;16-22

“ E Noé executou tudo conforme Deus lhe tinha ordenado.” Prestemos atenção nesse último versículo deste trecho da Sagrada Escritura. Noé era um homem de Deus e por isso fez com ele uma aliança. Deus assim como escolheu a ele, também nos escolhe. Percebemos que Noé fez por “tim-tim” aquilo que o Senhor lhe pediu, até mesmo na construção da Arca da Aliança, cuja as medidas, o cumprimento, era conforme Deus lhe ordenara.

Precisamos fazer aquilo que Deus nos manda, temos que dar ao Ele livre acesso a sua vontade.

O endereço da nossa vida é a Arca da Aliança que está ancorada na Divina Misericórdia.

Vamos passar pelo roteiro de dez passos para conseguir a cura da árvore genealógica:

Primeiro: Faça um Geneagrama ou Genograma: é a árvore genealógica. Como é conhecida a sua família? Dos que não gostam de rezar, de beber? De fumar? Como os meus familiares morreram? Quais as brechas que minha família deu ao inimigo?

Até mesmo a ciência e a medicina comprovam, lembramos o fato de irmos a um consultório e o doutor nos pergunta: “Em sua família, alguém teve ou tem diabetes?” Temos necessidade da cura entre gerações! Mas não podemos culpar nossos antepassados, nós temos a liberdade de escolha, logo que nascemos, carregamos uma “malinha” daquilo que somos, é como uma tendência que carregamos, como por exemplo o homossexualismo. E é por conta disso que precisamos fazer a árvore genealógica, e se não sabemos os nomes de todos os nossos antepassados, coloquemos “Jesus sabe” nos espaços em branco, pois o próprio Senhor cuidará deles. Depois de fazermos o Genograma é importante levarmos às missas, pedir que padre o abençoe.

Até quando se deve reza pela cura entre gerações em minha família? Até percebermos ocorreu de fato, a cura.
“Há 20 anos eu rezo pela cura de gerações da minha família”

Há 20 anos eu rezo pela cura de gerações da minha família. É interessante que até mesmo, muitos médicos, nos procuram pois, percebem que o paciente precisa de ajuda espiritual.

Segundo: Louve a Deus pela sua história familiar: Não podemos ter um espírito de murmuração.

Precisamos louvar por tudo. O milagre do louvor é quando tiramos o nosso olhar do problema e colocamos nosso olhar em Deus, Naquele que tudo pode solucionar.

Terceiro: Peça perdão em nome da sua família, inclusive dos mortos. Mas não os culpe, a mágoa extingue o desejo de amar.

Quarto: Renuncie a tudo o que é mal para a sua família.

Quinto: Professe a fé por aqueles que na sua família não professam.

Sexto: Faça orações de Cura e Libertação e, de maneira especial pela cura entre gerações.

Sétimo: Peça o Espírito Santo, para que Ele renove todas as coisas e que fecundem as áreas machucadas

Oitavo: Ofereça missa pelos familiares falecidos, citando até mesmo o nome e sobrenome.

Nono: Dê atenção aos seus familiares falecidos, não fuja da história da sua família!

Décimo: Consagre sua família e sua história ao Coração de Jesus e ao Imaculado Coração de Maria, pois sabemos que aquilo que não tem dono o Diabo pode tomar posse daquilo que não é de ninguém.

Fonte: Canção Nova

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“Fica conosco, já é tarde e já declina o dia”

Nesta semana, em que celebramos a 2ª semana de páscoa, vamos meditar a passagem do evangelho de Lucas 24,13- 35 e rezar como os discípulos de Emaus “Fica conosco, já é tarde e já declina o dia”. O evangelho narra dois discípulos que após a morte de Jesus resolveram voltar para a casa. Eles caminhavam em direção a Emaus (uma aldeia distante de Jerusalém sessenta estádios-12KM). A escritura nos revela o nome de um dos discípulos, Cleofas. Já o segundo discípulo, a escritura não revela o seu nome e isso não é à toa. A palavra de Deus quis nos mostrar que este segundo discípulo sou eu, e é você.
Em uma situação aparentemente de derrota como esta, nós cristãos nos deixamos ser envolvidos por sentimentos negativos, como o medo, a decepção, a angustia e a falta de fé. E, motivados por sentimentos como estes, abandonamos Jerusalém (Igreja) e voltamos para o homem velho, para o pecado, para o nosso passado. O maravilhoso de tudo isso é perceber que mesmo negando a Jesus, Ele ainda sim caminha conosco e não nos abandona.
A escritura nos relata que os dois discípulos estavam com “Os olhos como vendados e não O reconheceram”. Diante de uma decepção, uma derrota, os nossos olhos tende a ficar vendados para as promessas de Deus. Esquecemos-nos de tudo que experimentamos na caminhada, como as curas, os milagres, as manifestações do amor de Deus.

O inimigo é mestre em vendar os nossos olhos e nos impedir de reconhecer a presença de Deus em nossas vidas. Porém, o Senhor sempre nos convida a voltar, a retomar o caminho. Sabemos que não é fácil essa retomada, não é fácil renunciar ao medo, ao pecado. Por isso, a nossa oração deve ser como a dos discípulos de Emaus: “Fica comigo Senhor!”. A palavra nos conta que imediatamente Jesus entrou com eles. Essa é a vontade de Deus: entrar e ficar conosco! “Eis que estou à porta e bato se alguém ouvir a minha voz e me abrir à porta, entrarei em sua casa e cearemos, eu com ele e ele comigo.” Ap 3.20

Outra riqueza que esta passagem da bíblia nos revela, é que o Senhor está presente na eucaristia: “Tinham reconhecido ao partir o pão”. Os discípulos de Emaus, só O reconheceram quando Ele “partiu o pão e serviu-lho. Então se lhe abriram os olhos e o reconheceram (…)”. Aí está à fonte de toda nossa cura: a Santa Missa. A cada missa, o Senhor nos cura e nos fortalece.

Que possamos clamar ao Senhor, pedindo a Ele que fique conosco e tenhamos a coragem de voltar ao caminho. Esta decisão requer coragem! A palavra nos fala que os discípulos “levantaram-se na mesma hora e voltaram à Jerusalém”.  Busquemos neste partir do pão (na eucaristia), a força e a coragem para seguir ao Senhor. Não podemos mais perder tempo. A hora é agora. Volta para o Senhor!

Autor: Guto e Liliane

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Noite de Cura e Libertação

Noite de Cura e Libertação

Dia 28/04(sábado) às 20:30

Com Roberto Tannus

Local: Grupo de oração Jesus Fonte de Água Viva

Paróquia: Santa Cruz /bairro: Vera Cruz

Mais informações: (31)85545325/(31)97119761

facebook.com/jesusfontedeaguaviva

Vamos rezar pela árvore genealógica, por isso traga a sua, porque será uma grande noite de libertação!

Dados do pregador:

ROBERTO ANDRADE TANNUS
Casado com Neusa desde 1983, com quem teve três filhos: Lorena, Lucas e Gabriel.

Paroquiano da Catedral Metropolitana de Goiânia.

Missionário da Igreja Católica em tempo integral.

Pregador Nacional e Internacional da RCC, da qual participa desde 1978.

Tem ministrado encontros desde 1980 pelo Brasil, Estados Unidos, Europa e Ásia nas áreas de Cura e Libertação, Experiência de Oração, família, formação de pregadores, formação de intercessores, formação em Doutrina Católica, na área da Teologia, onde se especializou em Apologética (em defesa da Fé Católica).

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Festa da Divina Misericórdia

As formas dessa devoção, de extrema eficácia à salvação das almas, são:

 

A Imagem,

 

A Festa (1º domingo depois da Páscoa),

 

A Novena,

 

O Terço, e

 

A Hora da Misericórdia Divina (às três horas da tarde).

 

A Hora da Misericórdia

Em 1933, Deus ofereceu a Irmã Faustina uma impressionante visão de Sua Misericórdia. A Irmã nos conta:  “Vi uma grande luz, e nela Deus Pai. Entre esta luz e a Terra vi Jesus pregado na Cruz de tal maneira que Deus, querendo olhar para a Terra, tinha que olhar através das chagas de Jesus. E compreendi que, somente por causa de Jesus, Deus está abençoando a Terra.”

 

Jesus disse à Irmã Faustina:

 

“Às três horas da tarde implora à Minha Misericórdia, especialmente pelos pecadores, e, ao menos por um breve tempo, reflete sobre a Minha Paixão, especialmente sobre o abandono em que Me encontrei no momento da agonia. Esta é a hora de grande Misericórdia para o mundo inteiro.”

 

“Nessa hora nada negarei à alma que Me pedir em nome da Minha Paixão.”

 

“Lembro-te, Minha filha, que todas as vezes que ouvires o bater do relógio, às três horas da tarde, deves mergulhar toda na Minha misericórdia, adorando-a e glorificando-a. Invoca a sua onipotência em favor do mundo inteiro e especialmente dos pobres pecadores, porque nesse momento ela está largamente aberta para cada alma. Nessa hora, conseguirás tudo para ti e para os outros. Naquela hora, o mundo inteiro recebeu uma grande graça: a Misericórdia venceu a Justiça. Procura rezar nessa hora a Via-Sacra, na medida em que te permitirem os teus deveres, e se não puderes rezar a Via-Sacra, entra ao menos por um momento na capela, e adora a meu Coração, que está cheio de Misericórdia no Santíssimo Sacramento. Se não puderes ir à capela, recolhe-te em oração onde estiveres, ainda que seja por um breve momento.”

 

O TERÇO À DIVINA MISERICÓRDIA

Em 13 de setembro de 1935, Irmã Faustina escreve:

 

“Eu vi um anjo, o executor da cólera de Deus… a ponto de atingir a terra … Eu comecei a implorar  intensamente a Deus  pelo mundo, com palavras que ouvia interiormente. À medida em que assim rezava, vi que o anjo ficava desamparado, e não mais podia executar a justa punição…”

No dia seguinte, uma voz interior lhe ensinou esta oração nas contas do rosário:

o Terço da Misericórdia.

Disse Jesus a Irmã Faustina:

 

“Pela recitação desse Terço agrada-me dar tudo que Me pedem. Quando o recitarem os pecadores empedernidos, encherei suas almas de paz, e a hora da morte deles será feliz.’

 

“….Quando rezarem este Terço junto aos agonizantes, Eu me colocarei entre o Pai e a alma agonizante, não como justo Juiz, mas como Salvador misericordioso”.

 

O Terço da Misericórdia

 

Como rezar:

Para ser rezado nas contas do terço.

“No começo: Pai Nosso…, Ave Maria…, e o Creio…

 

* A seguir, nas contas grandes (do Pai-Nosso), rezamos:

Eterno Pai, eu Vos ofereço o Corpo e o Sangue, a Alma e a Divindade do Vosso Diletíssimo Filho, Nosso Senhor Jesus Cristo, em expiação dos nossos pecados e dos do mundo inteiro.

* Nas contas pequenas (da Ave-Maria), rezamos:

Pela Sua dolorosa Paixão; tende misericórdia de nós e do mundo inteiro.

* E no final do terço rezamos três vezes:

Deus Santo, Deus Forte, Deus Imortal, tende piedade de nós e do mundo inteito.

 

A NOVENA À DIVINA MISERICÓRDIA
(Do DIÁRIO de santa Irmã Faustina)

“NOVENA à Misericórdia Divina que Jesus me mandou escrever e rezar antes da Festa da Misericórdia, Começa na sexta-feira Santa. (A Festa da Misericórdia Divina acontece no primeiro domingo após a Páscoa.)

Desejo que, durante estes nove dias, conduzas as almas à fonte da Minha misericórdia, a fim de que recebam força, alívio e todas as graças de que necessitam nas dificuldades da vida e, especialmente na hora da morte. Cada dia conduzirás ao Meu Coração um grupo diferente de almas e as mergulharás nesse oceano da Minha misericórdia. Eu conduzirei todas essas almas à Casa de Meu Pai. Procederás assim nesta vida e na futura. Por Minha parte, nada negarei àquelas almas que tu conduzirás à fonte da Minha misericórdia. Cada dia pedirás a Meu Pai, pela Minha amarga Paixão, graças para essas almas.

 

Primeiro Dia – (Sexta-feira Santa).

 

Hoje, traze-Me a Humanidade inteira, especialmente todos os pecadores e mergulha-os no oceano da Minha misericórdia. Com isso Me consolarás na amarga tristeza em que Me afunda a perda das almas.

Ó onipotência da misericórdia divina,
Socorro para o homem pecador,
Vós sois o oceano de misericórdia a de amor,
E ajudais a quem Vos pede humildemente.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para toda Humanidade, encerrada no Coração compassivo de Jesus, mas especialmente para os pobres pecadores. Pela Sua dolorosa Paixão mostrai-nos a Vossa misericórdia, para que glorifiquemos a onipotência da Vossa misericórdia, pelos séculos dos séculos. Amém.

 

Segundo Dia – (Sábado Santo).

 

Hoje, traze-Me as almas dos sacerdotes e religiosos e mergulha-as na Minha insondável misericórdia. Elas Me deram força para suportar a amarga Paixão. Por elas, como por canais, corre para a humanidade a minha Misericórdia.

A fonte do amor divino
Mora nos corações puros,
Banhados no mar da misericórdia ,
Brilhantes como as estrelas, luminosos como a aurora.

Eterno Pai, dirigi o olhar da Vossa misericórdia para a porção eleita da Vossa vinha:
para as almas dos sacerdotes e religiosos. Concedei-lhes o poder da Vossa bênção e,
pelos sentimentos do Coração de Vosso Filho, no qual estão encerradas, dai-lhes a força da Vossa luz, para que possam guiar os outros nos caminhos da salvação, e juntamente com eles cantar a glória da Vossa insondável misericórdia, pelos séculos eternos. Amém.

 

Terceiro Dia – (Dia de Páscoa).

 

Hoje, traze-Me todas as almas piedosas e fiéis e mergulha-as no oceano da Minha misericórdia. Estas almas consolaram-Me na Via-sacra; foram aquela gota de consolações em meio ao mar de amarguras.

 

As maravilhas da misericórdia são insondáveis;
Nem o pecador nem o justo as entenderá;
Para todos olhais com o olhar da compaixão
E a todos atraís para o Vosso amor.

Eterno Pai, olhai com o olhar da Vossa misericórdia para as almas fiéis, como a herança do Vosso Filho. Pela Sua dolorosa Paixão concedei-lhes a Vossa bênção e cercai-as da Vossa incessante proteção, para que não percam o amor e o tesouro da santa fé, mas com toda multidão dos Anjos e dos Santos glorifiquem a Vossa imensa misericórdia, por toda a eternidade. Amem.

 

Quarto Dia

 

Hoje, traze-Me os pagãos e aqueles que ainda não Me conhecem e nos quais pensei na Minha amarga Paixão. O seu futuro zelo consolou o Meu Coração. Mergulha-os no mar da Minha misericórdia. Misericordiosíssimo Jesus, que sois a luz de todo o mundo, aceitai ma mansão do Vosso compassivo Coração as almas dos pagãos que ainda não vos conhecem. Que os raios da Vossa graça os iluminem para que também eles, juntamente conosco, glorifiquem, as maravilhas de Vossa Misericórdia e não os deixeis sair da mansão do Vosso compassivo Coração.

 

Que a luz do Vosso amor
Ilumine as trevas das almas!
Fazei que essas almas Vos conheçam
E glorifiquem a Vossa misericórdia, juntamente conosco!

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos pagãos e daqueles que ainda não Vos conhecem e que estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Atraí-as à luz do Evangelho. Essas almas não sabem que grande felicidade é amar-Vos. Fazei com que também elas glorifiquem a riqueza da Vossa misericórdia, por toda a eternidade. Amém.

 

Quinto Dia

 

Hoje traze-me as almas dos cristãos separadas da unidade da Igreja e mergulha-as no mar da Minha misericórdia. Na minha amarga Paixão dilaceravam o meu Corpo e o meu Coração, isto é, a minha Igreja. Quando voltam à unidade da Igreja, cicatrizam-se as minhas Chagas e dessa maneira eles aliviam a minha Paixão.

 

Mesmo para aqueles que rasgaram o manto da Vossa Unidade
Flui do Vosso Coração uma fonte de compaixão;
A onipotência da Vossa misericórdia, ó Deus,
Pode tirar também essas almas do erro.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas dos nossos irmãos separados que esbanjaram os Vossos bens e abusaram das Vossas graças, permanecendo teimosamente nos seus erros. Não olheis para os seus erros, mas para o amor do Vosso Filho e para sua amarga Paixão, que suportou por eles, pois também eles estão encerrados no Coração compassivo de Jesus. Fazei com que também eles glorifiquem a Vossa misericórdia por todos os séculos eternos. Amém

 

Sexto Dia

 

Hoje, traze-me as almas mansas e humildes, assim como as almas das criancinhas e mergulha-as na Minha misericórdia. Estas almas são as mais semelhantes ao meu Coração. Elas reconfortaram-Me na minha amarga Paixão da minha agonia. Eu as vi quais anjos terrestres que futuramente iriam velar junto aos meus altares. Sobre elas derramo torrentes de graças. Só a alma humilde é capaz de aceitar a minha graça; às almas humildes favoreço com a minha confiança.

 

A alma verdadeiramente humilde e mansa
Já respira aqui na terra o ar do paraíso,
E o perfume do seu coração humilde
Encanta o próprio Criador.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas mansas, humildes e para as almas das criancinhas, que estão encerradas na mansão compassiva do Coração de Jesus. Estas almas são as mais semelhantes a Vosso Filho. O perfume destas almas eleva-se da Terra e alcança o Vosso Trono. Pai de misericórdia e de toda bondade, suplico-Vos pelo amor e predileção que tendes para com estas almas: abençoai o mundo todo, para que todas as almas cantem juntamente a glória à Vossa misericórdia, pelos séculos eternos. Amém

 

Sétimo Dia

 

Hoje, traze-Me as almas que veneram e glorificam de maneira especial a Minha misericórdia e mergulha-as na Minha misericórdia. Estas almas foram as que mais sofreram por causa da minha Paixão e penetraram mais profundamente no meu espírito. Elas são a imagem viva do meu Coração compassivo. Estas almas brilharão com especial fulgor na vida futura. Nenhuma delas irá ao fogo do Inferno; defenderei cada uma delas de maneira especial na hora da morte.

 

A alma que glorifica a bondade do Senhor
É por Ele especialmente amada;
Ela está sempre próxima da fonte viva
E bebe as graças da misericórdia divina.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas que glorificam e honram o Vosso maior atributo, isto é, a Vossa insondável misericórdia. Elas estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Estas almas são o Evangelho vivo e as suas mãos estão cheias de obras de misericórdia; suas almas repletas de alegria cantam um hino da misericórdia ao Altíssimo. Suplico-Vos, ó Deus, mostrai-lhes a Vossa misericórdia segundo a esperança e a confiança que em Vós colocaram. Que se cumpra nelas a promessa de Jesus, que disse: As almas que veneram a Minha insondável misericórdia, Eu mesmo as defenderei durante a sua vida, e especialmente na hora da morte, como Minha glória. Amém

 

Oitavo Dia

 

Hoje, traze-Me as almas que se encontram na prisão do Purgatório e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia; que as torrentes do meu Sangue refresquem o seu ardor. Todas estas almas são muito amadas por Mim, pagam as dívidas à minha Justiça. Está em teu alcance trazer-lhes alívio. Tira do tesouro da minha Igreja todas as indulgências e oferece-as por elas. Oh, se conhecesses o seu tormento, incessantemente oferecerias por elas a esmolas do espírito e pagarias as suas dívidas à minha Justiça.

 

Do terrível ardor do fogo do purgatório
Ergue-se um lamento das almas a Vossa misericórdia;
E recebem consolo, alívio e conforto
Na torrente derramada do Sangue e da Água.

Eterno Pai, olhai com misericórdia para as almas que sofrem no Purgatório e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Suplico-Vos que, pela dolorosa Paixão de Jesus, Vosso Filho, e por toda a amargura de que estava inundada a sua Santíssima Alma, mostreis Vossa misericórdia às almas que se encontram sob o olhar da Vossa justiça. Não olheis para elas de outra forma senão através das Chagas de Jesus, Vosso Filho muito amado, porque nós cremos que a Vossa bondade e misericórdia são incomensuráveis. Amém

 

Nono Dia – (Sábado, vigília da Festa da Misericórdia)

 

Hoje, traze-Me as almas tíbias e mergulha-as no abismo da Minha misericórdia. Estas almas ferem mais dolorosamente o meu Coração. Foi da alma tíbia que a minha Alma sentiu repugnância no Horto. Elas levaram-Me a dizer: Pai afasta de Mim este cálice, se assim for a vossa vontade. Para elas, a última tábua de salvação é recorrer a minha Misericórdia.

 

O fogo e o gelo não podem ser unidos,
Porque ou o fogo se apaga, ou o gelo se derrete;
Mas a Vossa misericórdia, ó Deus,
Pode auxiliar indigências ainda maiores.

Eterno Pai, olhai com Vossa misericórdia para as almas tíbias e que estão encerradas no Coração compassivo de Jesus. Pai de Misericórdia, suplico-Vos pela amargura da Paixão de Vosso Filho e por Sua agonia de três horas na Cruz, permiti que também elas glorifiquem o abismo da Vossa misericórdia… Amém” (Diário 1209-1228).

Na NOVENA: “O Senhor me disse para rezar o Terço [da misericórdia] por nove dias antes da Festa da Misericórdia (…)

 

Através desta novena concederei às almas toda espécie de graças” (Diário 796).

 

A Festa da Misericórdia

O Diário de Irmã Faustina contém pelo menos quinze ocasiões nas quais se refere ao pedido do Senhor para que fosse estabelecida em toda a Igreja, oficialmente, a “Festa da Misericórdia”. Ele disse:

 

“Desejo que a Festa de Misericórdia seja refúgio e abrigo para todas as almas, especialmente para os pecadores. Nesse dia estão abertas as entranhas da minha Misericórdia. Derramo todo o mar de graças nas almas que se aproximarem da fonte da minha Misericórdia. A alma que se confessar e comungar alcançará o perdão das culpas e castigos. (indulgência plenária) Nesse dia estão abertas todas as comportas divinas, pelas quais fluem as graças.

 

Que nenhuma alma tenha medo de se aproximar de Mim, ainda que seus pecados sejam como escarlate… A Festa da Misericórdia saiu das minhas entranhas… Desejo que seja celebrada solenemente no primeiro domingo depois da Páscoa. A humanidade não terá paz enquanto não se voltar à fonte da minha Misericórdia.” (Diário nº.699)

Jesus também pediu que a Festa da Divina Misericórdia fosse precedida por uma Novena à Divina Misericórdia, a ser iniciada na Sexta-Feira Santa. Ele deu a Irmã Faustina uma intenção pela qual rezar a cada dia da Novena. Em seu diário, Irmã Faustina relata que Jesus lhe disse:

 

“Em cada dia da novena, conduzirás ao Meu coração um grupo diferente de almas, e as mergulharás no oceano da minha Misericórdia. Eu conduzirei todas as almas à casa do meu Pai… Por minha parte, nada negarei a nenhuma daquelas almas que tu conduzirás à fonte da minha Misericórdia. Cada dia pedirás a meu Pai, pela minha amarga Paixão, graças para essas almas.” (Diário nº.1209)

 

INDULGÊNCIA PLENÁRIA
NA FESTA DA MISERICÓRDIA.

 

DECRETO DO VATICANO.

Anexadas indulgências aos atos de culto, realizados em honra da Misericórdia Divina.

“A tua misericórdia, ó Deus, não conhece limites e é infinito o tesouro da tua bondade… (Oração depois do Hino “Te Deum”) e “Ó Deus, que revelas a tua onipotência sobretudo com a misericórdia e com o perdão…” (Oração do Domingo XXVI do Tempo Comum), canta humilde e fielmente a Santa Mãe Igreja. De fato, a imensa condescendência de Deus, tanto em relação ao gênero humano no seu conjunto como ao de cada homem individualmente, resplandece de maneira especial quando pelo próprio Deus onipotente são perdoados pecados e defeitos morais e os culpados são paternalmente readmitidos na sua amizade, que merecidamente perderam.

Os fiéis com profundo afeto da alma são por isto atraídos para comemorar os mistérios do perdão divino e para os celebrar plenamente, e compreendem de maneira clara a máxima conveniência, aliás o dever de que o Povo de Deus louve com fórmulas particulares de oração a Misericórdia Divina e, ao mesmo tempo, cumpra com sentimentos de gratidão as obras pedidas e tendo cumprido as devidas condições, obtenha vantagens espirituais derivadas do Tesouro da Igreja. “O mistério pascal é o ponto culminante desta revelação e atuação da misericórdia, que é capaz de justificar o homem, e de restabelecer a justiça como realização daquele desígnio salvífico que Deus, desde o princípio, tinha querido realizar no homem e, por meio do homem, no mundo” (Carta enc. Dives in misericordia, 7).

Na realidade, a Misericórdia Divina sabe perdoar até os pecados mais graves, mas, ao fazê-lo, estimula os fiéis a conceber uma dor sobrenatural, não meramente psicológica, dos próprios pecados, de forma que, sempre com a ajuda da graça divina, formulem um firme propósito de não voltar a pecar. Tais disposições da alma obtêm efetivamente o perdão dos pecados mortais quando o fiel recebe frutuosamente o sacramento da Penitência ou se arrepende dos mesmos mediante um ato de caridade e de sofrimento perfeitos, com o propósito de retomarem o mais depressa possível a prática do próprio sacramento da Penitência: de fato, Nosso Senhor Jesus Cristo na parábola do filho pródigo ensina-nos que o pecador deve confessar a sua miséria a Deus dizendo: “Pai, pequei contra o Céu e contra ti; já não sou digno de ser chamado teu filho” (Lc 15, 18-19), admoestando que isto é obra de Deus: “estava morto e reviveu; estava perdido e encontrou-se” (Ibid., 15, 32).

Por isso, com providencial sensibilidade pastoral, o Sumo Pontífice João Paulo II, a fim de infundir profundamente na alma dos fiéis estes preceitos e ensinamentos da fé cristã, movido pela suave consideração do Pai das Misericórdias, quis que o segundo Domingo de Páscoa fosse dedicado a recordar com especial devoção estes dons da graça, atribuindo a esse Domingo a denominação de “Domingo da Misericórdia Divina” (Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, Decreto Misericors et miserator, 5 de Maio de 2000).

O Evangelho do segundo Domingo de Páscoa descreve as maravilhas realizadas por Cristo Senhor no próprio dia da Ressurreição na primeira aparição pública: “Na tarde desse dia, o primeiro da semana, estando fechadas as portas da casa onde os discípulos se achavam juntos, com medo dos judeus, veio Jesus pôr-Se no meio deles e disse-lhes: “A paz seja convosco”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e o lado. Alegraram-se os discípulos, vendo o Senhor. E Ele disse-lhes de novo: “A paz seja convosco. Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós”. Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes: “Recebei o Espírito Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser-lhes-ão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, ser-lhes-ão retidos” (Jo 20, 19-23).

Para fazer com que os fiéis vivam com piedade intensa esta celebração, o mesmo Sumo Pontífice estabeleceu que o citado Domingo seja enriquecido com a Indulgência Plenária, como será indicado a seguir, para que os fiéis possam receber mais amplamente o dom do conforto do Espírito Santo e desta forma alimentar uma caridade crescente para com Deus e o próximo e, obtendo eles mesmos o perdão de Deus, sejam por sua vez induzidos a perdoar imediatamente aos irmãos.

Desta forma, os fiéis observaram mais perfeitamente o espírito do Evangelho, acolhendo em si a renovação ilustrada e introduzida pelo Concílio Ecumênico Vaticano II: “Lembrados das palavras do Senhor: Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros (Jo 13, 35), os cristãos não podem formular desejo mais vivo do que servir os homens do seu tempo com uma generosidade cada vez maior e mais eficaz… A vontade do Pai é que reconheçamos e amemos efetivamente Cristo nosso Irmão, em todos os homens, com a palavra e as obras” (Const. past. Gaudium et spes, 93).

Por conseguinte, o Sumo Pontífice animado pelo fervoroso desejo de favorecer o mais possível no povo cristão estes sentimentos de piedade para com a Misericórdia Divina, devido aos riquíssimos frutos espirituais que disto se podem esperar, na Audiência concedida a 13 de Junho de 2002 aos abaixo assinados Responsáveis da Penitenciaria Apostólica, dignou-se conceder-nos Indulgências nos seguintes termos:

 

Concede-se a Indulgência plenária nas habituais condições (Confissão sacramental, Comunhão eucarística e orações segundo a intenção do Sumo Pontífice) ao fiel que no segundo Domingo de Páscoa, ou seja, da “Misericórdia Divina”, em qualquer igreja ou oratório, com o espírito desapegado completamente da afeição a qualquer pecado, também venial, participe nas práticas de piedade em honra da Divina Misericórdia, ou pelo menos recite, na presença do Santíssimo Sacramento da Eucaristia, publicamente exposto ou guardado no Tabernáculo, o Pai-Nosso e o Credo, juntamente com uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, confio em Ti”).

Concede-se a Indulgência parcial ao fiel que, pelo menos com o coração contrito, eleve ao Senhor Jesus Misericordioso uma das invocações piedosas legitimamente aprovadas.

 

Também aos homens do mar, que realizam o seu dever na grande extensão do mar; aos numerosos irmãos, que os desastres da guerra, as vicissitudes políticas, a inclemência dos lugares e outras causas do gênero, afastaram da pátria; aos enfermos e a quantos os assistem e a todos os que, por uma justa causa, não podem abandonar a casa ou desempenham uma atividade que não pode ser adiada em benefício da comunidade, poderão obter a Indulgência plenária no Domingo da Divina Misericórdia, se com total detestação de qualquer pecado, como foi dito acima, e com a intenção de observar, logo que seja possível, as três habituais condições, recitem, diante de uma piedosa imagem de Nosso Senhor Jesus Misericordioso, o Pai-Nosso e o Credo, acrescentando uma invocação piedosa ao Senhor Jesus Misericordioso (por ex., “Ó Jesus Misericordioso, Confio em Ti”).

 

Se nem sequer isto pode ser feito, naquele mesmo dia poderão obter a Indulgência plenária todos os que se unirem com a intenção de espírito aos que praticam de maneira ordinária a obra prescrita para a Indulgência e oferecem a Deus Misericordioso uma oração e juntamente com os sofrimentos das suas enfermidades e os incômodos da própria vida, tendo também eles o propósito de cumprir logo que seja possível as três condições prescritas para a aquisição da Indulgência plenária.

Os sacerdotes, que desempenham o ministério pastoral, sobretudo os párocos, informem da maneira mais conveniente os seus fiéis desta saudável disposição da Igreja, disponham-se com espírito imediato e generoso a ouvir as suas confissões, e no Domingo da Misericórdia Divina, depois da celebração da Santa Missa ou das Vésperas, ou durante uma prática piedosa em honra da Misericórdia Divina, guiem, com a dignidade própria do rito, a recitação das orações acima indicadas: por fim, sendo “Bem-aventurados e misericordiosos, porque encontrarão misericórdia” (Mt 5, 7), ao ensinar a catequese estimulem docemente os fiéis a praticar todas as vezes que lhes for possível obras de caridade ou de misericórdia, seguindo o exemplo e o mandato de Jesus Cristo, como é indicado na segunda concessão geral do “Enchiridion Indulgentiarum”.

Este Decreto tem vigor perpétuo. Não obstante qualquer disposição contrária.

Roma, Sede da Penitenciaria Apostólica, 29 de Junho de 2002, solenidade dos santos Apóstolos Pedro e Paulo.

D. Luigi de MAGISTRIS Pró-Penitenciário-Mor

aaGianfranco GIROTTI, O.F.M. Conv. Regente

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Convite especial para você!!!!!!

Convidamos a todos a participar do grupo de oração. O grupo acontece todo sábado as 20:30 na Paróquia Santa Cruz no bairro Vera Cruz. Louvor, oração de cura interior e libertação, pregação da Palavra, oração e batismo no Espírito Santo e o grupo de oração disponibiliza uma equipe para cuidar do seu filho:

O que você esta esperando???? Venha  fazer parte do grupo de oração!!! Para você e toda sua família!!!!! Venha experimentar um sábado a noite diferente, a onde sua alegria será verdadeira e permanente.

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Oitava da Páscoa

Os oito primeiros dias do tempo pascal formam a oitava da Páscoa. Poderíamos chamá-los também de “pequena oitava”, em confronto com a “grande oitava” das sete semanas, sem, contudo, querermos diminuir com isto, a sua importância. Seus primórdios, entendidos como um período celebrado com liturgia especial, remontam, no mínimo, ao começo do século IV, e mesmo até à segunda metade do século III, como é fácil de deduzir das homilias recém-descobertas de Astério Sofita sobre os salmos. Astério chama o dia da oitava de “segundo ‘oitavo dia’”.

A liturgia desta oitava era marcada não só pelo mistério pascal, como também pela consideração para com os neobatizados que durante as celebrações diárias da eucaristia eram introduzidos mais profundamente nos mistérios dos sacramentos da iniciação, recebidos na noite da Páscoa. As homilias pascais de Astério, já mencionadas, podem ser apontadas como o exemplo mais antigo de tais “catequeses mistagógicas” de que temos conhecimento. As mais famosas, entretanto, são as cinco catequeses de Cirilo (João?), bispo de Jerusalém, da segunda metade do século IV, e os escritos “De mysteriis” (Sobre os mistérios) e “De sacramentis” (Sobre os sacramentos), da autoria de Ambrósio. Segundo Agostinho, a oitava da Páscoa é uma “ecclesiae consensio”, um costume unânime da Igreja, tão antigo quanto a Quadragesis (a Quaresma). Os fiéis deviam suspender seus trabalhos nesses dias, e tomar parte nas cerimônias diárias.

Esta semana era chamada antigamente também “semana branca” ou “semana das vestes brancas”. No Oriente é conhecida também como semana da renovação. Inicialmente ela só terminava no domingo, o qual, por isso, tinha o nome de domingo das vestes brancas (domingo in albis). A partir do século VII, as vestes brancas dos neófitos eram depostas já no sábado, em conseqüência da antecipação da celebração da noite pascal para o Sábado Santo.

Os cânticos de entrada da oitava de Páscoa da liturgia romana, executados pelo coro à entrada dos neófitos em vestes brancas, eram enfaticamente sintonizados com a presença dos recém-batizados e proclamavam a salvação por eles recebida. Assim lemos (ainda hoje) na segunda-feira: “O Senhor vos introduziu na terra onde correm leite e mel: e sua lei esteja sempre em vossos lábios, aleluia!”; na terça-feira: “Deu-lhes a água da sabedoria, tornou-se a sua força…”; na quarta-feira: “Vinde, benditos de meu Pai, tomai posse do reino…”; na quinta-feira: “Senhor, todos louvaram, unânimes, a vossa mão vitoriosa…”; na sexta-feira: “O Senhor conduziu o seu povo na esperança e recobriu com o mar seus inimigos”; no sábado: “O Senhor fez seu povo sair com grande júbilo; com gritos de alegria, os seus eleitos, aleluia!”; e por fim, no domingo branco (domingo in albis): “Como crianças, recém-nascidas, desejai o puro leite espiritual para crescerdes na salvação, aleluia!

Fonte: CNBB

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A Ressurreição de Cristo

1 – O evento histórico e transcendente

§639 – O mistério da Ressurreição de Cristo é um acontecimento real que teve manifestações historicamente constatadas, como atesta o Novo Testamento. Já S. Paulo escrevia aos Coríntios pelo ano de 56: “Eu vos transmiti… o que eu mesmo recebi:
Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras. Foi sepultado, ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras. Apareceu a Cefas, e depois aos Doze” (1Cor 15,3-4). O apóstolo fala aqui da viva tradição da Ressurreição, que ficou conhecendo após sua conversão às portas de Damasco.

2 – A base da fé católica

“Se Cristo não ressuscitou, vazia é a nossa pregação; vazia também é a vossa fé… Se Cristo não ressuscitou, vazia é a vossa fé; ainda estais nos vossos pecados” (1Cor 15, 14.17).

São Paulo chama Cristo ressuscitado “o Primogênito dentre os mortos” (Cl 1, 18). A Ele, ressuscitado em primeiro lugar, seguir-se-á a ressurreição dos irmãos: “Cada qual na sua ordem: Cristo, as primícias; depois, os que são de Cristo, por ocasião da sua segunda vinda; a seguir, haverá o fim” (1Cor 15, 23s).

“Quando estávamos mortos em nossos delitos, (Deus Pai) vivificou-nos juntamente com Cristo – pela graça fostes salvos! – e com Ele nos ressuscitou e nos fez assentar nos céus, em Cristo Jesus” (Ef 2, 5s).

“Se ressuscitastes com Cristo, procurai as coisas do alto, onde Cristo está sentado à direita de Deus. Pensai nas coisas do alto, e não nas da terra, pois morrestes e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus. Quando Cristo, que é a vossa vida, se manifestar, então vós também com Ele sereis manifestados em glória”. (Cl 3, 1-4)

3 – Testemunhas dos Evangelhos

O primeiro acontecimento da manhã do Domingo de Páscoa foi a descoberta do sepulcro vazio (cf. Mc 16, 1-8).
Ele foi a base de toda a ação e pregação dos Apóstolos e foi muito bem registrada por eles. São João afirma: “O que vimos, ouvimos e as nossas mãos apalparam isto atestamos” (1Jo 1,1-2).
Jesus ressuscitado apareceu a Madalena (Jo 20, 19-23);
aos discípulos de Emaús (Lc 24,13-25);
aos Apóstolos no Cenáculo, com Tomé ausente (Jo 20,19-23); e depois, com Tomé presente (Jo 20,24-29);
no Lago de Genezaré (Jo 21,1-24);
no Monte na Galiléia (Mt 28,16-20);
segundo S. Paulo “apareceu a mais de 500 pessoas” (1 Cor 15,6) e a Tiago (1 Cor 15,7).

S. Paulo disse: “Porque antes de tudo, ensinei-vos o que eu mesmo tinha aprendido que Cristo morreu pelos nossos pecados [...] e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras, e foi visto por Cefas, e depois pelos Onze; depois foi visto por mais de quinhentos irmãos duma só vez, dos quais a maioria vive ainda hoje e alguns já adormeceram; depois foi visto por Tiago e, em seguida, por todos os Apóstolos; e, por último, depois de todos foi também visto por mim como por um aborto” (1 Cor 15, 3-8).

“Deus ressuscitou esse Jesus, e disto nós todos somos testemunhas” (At 2, 32), disse São Pedro no dia de Pentecostes.
“Cristo morreu e reviveu para ser o Senhor dos mortos e dos vivos”( Rm 14, 9).

“Eu sou o Primeiro e o Último, o Vivente; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos, e tenho as chaves da Morte e da região dos mortos” (Ap 1, 17s).

4 – Os Discípulos não acreditavam

Os Apóstolos só podiam acreditar na Ressurreição de Jesus pela evidência dos fatos, pois não estavam predispostos a admiti-la; também para eles a ressurreição foi uma escândalo. Eles não tinham disposições psicológicas para “inventar” a notícia da ressurreição de Jesus ou para forjar tal evento.

Eles ainda estavam impregnados das concepções de um messianismo nacionalista e político, e caíram quando viram o Mestre preso e aparentemente fracassado; fugiram para não ser presos eles mesmos (Cf. Mt 26, 31s); O conceito de um Deus morto e ressuscitado na carne humana era totalmente alheio à mentalidade dos judeus.

“Jesus se apresentou no meio dos Apóstolos e disse: “A paz esteja convosco!” Tomados de espanto e temor, imaginavam ver um espírito. Mas ele disse: “Por que estais perturbados e por que surgem tais dúvidas em vossos corações? Vede minhas mãos e meus pés: sou eu! “Apalpai-me e entendei que um espírito não tem carne nem ossos, como estais vendo que eu tenho”. Dizendo isto, mostrou-lhes as mãos e os pés. E, como, por causa da alegria, não podiam acreditar ainda e permaneciam surpresos, disse-lhes: “Tendes o que comer?” Apresentaram-lhe um pedaço de peixe assado. Tomou-o então e comeu-o diante deles”. (Lc 24, 34ss)

Nada disto foi uma alucinação, nem miragem, nem delírio, nem mentira, e nem fraude dos Apóstolos, pois se tratava de pessoas muito realistas que, inclusive, duvidaram a principio da Ressurreição do Mestre.

Tomé: “Apalpai e vede: os fantasmas não têm carne e osso como me vedes possuir” (Lc 24,39).

Os discípulos de Emaús estavam decepcionados porque “nós esperávamos que fosse Ele quem restaurasse Israel” (Lc 24, 21).

Os chefes dos judeus tomaram consciência do significado da Ressurreição de Jesus, e, por isso, resolveram dissipá-la: “Deram aos soldados uma vultosa quantia de dinheiro, recomendando: “Dizei que os seus discípulos vieram de noite, enquanto dormíeis, e roubaram o cadáver de Jesus. Se isto chegar aos ouvidos do Governador, nós o convenceremos, e vos deixaremos sem complicação”. Eles tomaram o dinheiro e agiram de acordo com as instruções recebidas. E espalhou-se esta história entre os judeus até o dia de hoje” (Mt 28, 12-15).

E Jesus morreu de verdade, inclusive com o lado perfurado pela lança do soldado. É ridícula a teoria de que Jesus estivesse apenas adormecido na Cruz.

É de se notar ainda que a pregação dos Apóstolos era severamente controlada pelos judeus, de tal modo que qualquer mentira deles seria imediatamente denunciada pelos membros do Sinédrio. Se a ressurreição de Jesus, pregada pelos Apóstolos não fosse real, se fosse fraude, os judeus a teriam desmentido, mas eles nunca puderam fazer isto.

Os vinte longos séculos do Cristianismo, repletos de êxito e de glória, foram baseados na verdade da Ressurreição de Jesus. Afirmar que o Cristianismo nasceu e cresceu em cima de uma mentira e fraude seria supor um milagre ainda maior do que a própria Ressurreição do Senhor.

Será que em nome de uma fantasia, de uma miragem, milhares de fiéis enfrentariam a morte diante da perseguição romana? Será que em nome de um mito, multidões iriam para o deserto para viver uma vida de penitência e oração? O testemunho dos Apóstolos sobre a Ressurreição de Jesus era convincente e arrastava.

Será que uma alucinação poderia fazer esta Igreja sobreviver por 2000 anos, vencendo todas as perseguições (Império Romano, heresias, nazismo, comunismo, positivismo, iluminismo, ateísmo, etc.)? Será que uma alucinação poderia ser a base da religião que hoje tem mais adeptos no mundo (2 bilhões de cristãos)? Será que uma alucinação poderia ter salvado e construído a civilização ocidental depois da queda de Roma?

Como poderia uma fantasia atravessar dois mil anos de história, com 266 Papas, 21 Concilios Ecumênicos, e hoje com mais de 4 mil bispos e 416 mil sacerdotes? E não se trata de gente ignorante ou alienada; muito ao contrário, são universitários, mestres, doutores.

O Ressuscitado criou a fé dos discípulos e não estes que criaram a fé no Ressuscitado. É mais razoável crer na ressurreição de Jesus do que explicar a pujança do Cristianismo por um sonho de gente desonesta ou alucinada. Com os Apóstolos aconteceu o processo exatamente inverso do que se dá com os visionários.

“Fostes sepultados com Cristo no Batismo; também com Ele ressuscitastes, porque acreditastes no poder de Deus, que o ressuscitou dos mortos”. (Cl 2, 12).

“Se nos tornamos uma só coisa com Ele por uma morte semelhante à sua, seremos, também uma só coisa com Ele por uma ressurreição semelhante à sua” (Rm 6,5).

“Se morremos com Cristo, cremos que também viveremos com Ele” (Rm 6,8).

“Pelo batismo fomos sepultados com Cristo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim também nós vivamos uma vida nova” (Rm 6,4).

Prof. Felipe Aquino – www.cleofas.com.br

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Páscoa

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Páscoa significa a passagem da “morte para a vida”, das “trevas para a luz”. A Páscoa é a festa mais importante para a Igreja Cátolica, pois nela se celebra o mistério da Salvação. Onde os cristãos celebram a ressurreição, após a morte e crucificação, de Jesus cristo.

Significado

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Muito antes de ser considerada a festa da ressurreição de Cristo, a Páscoa anunciava o fim do inverno e a chegada da primavera. A palavra “Páscoa” – do hebreu “peschad”– significa “passagem”. Sempre representou a passagem de um tempo de trevas para outro de luzes, isso muito antes de ser considerada uma das principais festas da cristandade.
A Páscoa cristã celebra a ressurreição de Jesus Cristo, que de acordo com a Bíblia ocorreu três dias após a Sua crucificação. É comum em todas as Igrejas cristãs, o domingo ser um dia destinado à comemoração da ressurreição de Cristo, realizada pela Eucaristia, contudo, o Domingo de Páscoa é diferenciado dos outros, neste é celebrado o aniversário da ressurreição de Cristo, a festa da vida.
Essa festa faz referência à última Ceia de Jesus com os discípulos, Sua prisão, julgamento, condenação, crucificação e ressurreição. A celebração inicia-se no Domingo de Ramos e termina no Domingo de Páscoa, período compreendido como Semana Santa. É uma das festas mais antigas existentes, e a principal festa do ano litúrgico cristão.

Simbolos da Páscoa

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As luzes, velas e fogueiras são uma marca das celebrações pascais. Em certos países, os católicos apagam todas as luzes de suas igrejas na Sexta-feira da Paixão. Na véspera da Páscoa, fazem um novo fogo para acender o principal círio pascal e o utilizam para reacender todas as velas da igreja. Então acendem suas próprias velas no grande círio pascal e as levam para casa a fim de utilizá-las em ocasiões especiais. O círio é a grande vela acesa na Aleluia, simbolizando a luz dos povos, em Cristo. Alfa e Ômega nela gravadas querem dizer: “Deus é o princípio e o fim de tudo”. Ainda temos como símbolos:

 

  • Cordeiro - que simboliza Cristo, sacrificado em favor do seu rebanho; O cordeiro é o símbolo mais antigo da Páscoa, pois relembra o sacrifício realizado pelos israelitas, no primeiro dia pascal, como símbolo da libertação do Egito.

No Novo Testamento, Cristo é o Cordeiro de Deus que se sacrificou pela salvação de toda a humanidade. “Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo”.

 

  • Cruz – que mistifica todo o significado da Páscoa, na ressurreição e também no sofrimento de Cristo; Jesus, que morreu na cruz para nos salvar, deu à humanidade mais uma lição de humildade. Sendo Filho de Deus, Ele morreu da forma mais humilhante que havia em Seu tempo. A cruz nos recorda o sofrimento e a ressurreição de Jesus Cristo.

 

  • Pão e Vinho – simbolizando a vida eterna, o corpo e o sangue de Jesus, oferecido aos seus discípulos; Foi na Última Ceia, na Quinta-feira Santa, que Jesus escolheu o pão e o vinho para dar vazão ao Seu amor. Transformados em Seu Corpo e Sangue, os alimentos foram oferecidos a Seus discípulos.

 

  • Óleos Santos – É na Quinta-feira Santa que se celebra a Missa do Crisma. A cerimônia ocorre nas catedrais, onde os óleos sacramentais usados no batismo, na crisma e na unção dos enfermos são abençoados pelo bispo e os sacerdotes.

O óleo simboliza o Espírito Santo, aquele que nos dá forças para viver o Evangelho de Jesus Cristo.

 

  • O fogo – No início da cerimônia da Vigília Pascal, na noite do Sábado Santo, a celebração é iniciada com a bênção do fogo, chamado de “fogo novo”, símbolo da vida nova, da realidade da criação renovada pela morte e ressurreição de Jesus.

 

  • O círio pascal – É uma vela grande e grossa, que deve ser acesa todos os anos, pela primeira vez, no Sábado Santo, no início da celebração da Vigília Pascal. Nela, é feita a inscrição dos quatro algarismos do ano em curso, depois se cravam cinco grãos de incenso para lembrar as cinco chagas de Jesus, além de duas letras gregas “Alfa” e “Ômega” – a primeira e a última letra do alfabeto grego. O alfa representa o princípio; o ômega, o fim.

Durante a cerimônia, reza-se: “Por Suas santas chagas, Suas chagas gloriosas, Cristo Senhor nos proteja e nos guarde. Amém”. O sacerdote acende, depois, o Círio, que é a Luz de Cristo. Entoa-se o refrão: “Eis a Luz de Cristo”. E todos respondem: “Demos graças a Deus!”. Na porta da igreja, canta-se pela segunda vez. Todos acendem as velas no fogo do Círio Pascal e a procissão entra pela nave da igreja, que está às escuras. Chegando no altar, canta-se, novamente; então, todas as luzes da igreja são acesas.

Após a solene entronização e incensação do Círio, o sacerdote entoa a proclamação solene da Páscoa, cantando o Exultet, que são as maravilhas da libertação do Senhor, vindo em socorro da humanidade e protegendo seu povo eleito. É um canto de louvor em ação de graças à vitória de Cristo que realizou a passagem, a Páscoa para a vida do amor e da fraternidade.

O Círio, simbolizando o Cristo vivo e ressuscitado é a luz que ilumina e guia a vida do cristão, pois o próprio Jesus disse: “Eu sou a luz do mundo!”, “Eu sou o princípio e o fim”.

 

  • A água – No Sábado Santo, durante a celebração da Vigília Pascal, o sacerdote faz a bênção da água batismal que será utilizada nos batismos durante todo o ano, mergulhando o Círio Pascal na água, invocando a força do Espírito Santo havendo ou não batismos.

Na aspersão da água benta no povo, realiza-se a renovação das promessas batismais. A água simboliza a pureza, a purificação e a renovação.

 

  • Coelhos – É o símbolo da fertilidade. São animais que reproduzem com facilidade e em grande quantidade. Representam, portanto, a capacidade que a Igreja tem de produzir novos discípulos e espalhar, pelo mundo, a mensagem de Cristo.

 

  • Ovos de Páscoa – Simbolizam uma nova vida. Os cristãos primitivos do oriente foram os primeiros a dar ovos coloridos na Páscoa, simbolizando a ressurreição, o nascimento para uma nova vida. A Ressurreição de Jesus também indica o princípio de uma nova vida.

Significado dos ovos de Páscoa

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O ovo representa nascimento e vida. Presentear pessoas com ovos é um costume de épocas remotas. Porém, os ovos (de verdade) foram substituídos por ovos de chocolate.
As origens exatas do ovo de chocolate são incertas. Alguns associam à proibição da ingestão de alimentos de origem animal no período da quaresma, havendo sua substituição pelo chocolate e outros acreditam que está ligado ao surgimento e crescimento da própria indústria de chocolate no século XIX. Atualmente, presentear com ovos de chocolate na páscoa já faz parte das tradições comemorativas de vários povos pelo mundo nesse período.
O que não se pode esquecer é que mais do que as toneladas de chocolate, o centro de nossa será sempre Cristo que morreu e ressuscitou para nos mostrar que o Reino de Deus pregado por Ele está presente e vivo entre nós. Esse sim é o verdadeiro sentido da páscoa.

 

Catecismo da Igreja Católica – Páscoa

  • 1150- Sinais da Aliança- O povo eleito recebe de Deus sinais e símbolos distintivos, que marcam a sua vida litúrgica: já não são unicamente celebrações de ciclos cósmicos e práticas sociais, mas sinais da aliança, símbolos das proezas operadas por Deus em favor do seu povo. Entre estes sinais litúrgicos da Antiga Aliança, podem citar-se a circuncisão, a unção e a sagração dos reis e dos sacerdotes, a imposição das mãos, os sacrifícios e, sobretudo, a Páscoa. A Igreja vê nestes sinais uma prefiguração dos sacramentos da Nova Aliança.

 

  • 1169 – É por isso que a Páscoa não é simplesmente uma festa entre outras: é a “festa das festas”, a “solenidade das solenidades”, tal como a Eucaristia é o sacramento dos sacramentos (o grande sacramento). Santo Atanásio chama-lhe “o grande domingo”, tal como a Semana Santa é chamada no Oriente “a semana maior”. O mistério da Ressurreição, em que Cristo aniquilou a morte, penetra no nosso velho tempo com a sua poderosa energia, até que tudo Lhe seja submetido.

 

  • 1334 – Na Antiga Aliança, o pão e o vinho são oferecidos em sacrifício entre as primícias da terra, em sinal de reconhecimento ao Criador. Mas também recebem uma nova significação no contexto do Êxodo: os pães ázimos que Israel come, todos os anos na Páscoa, comemoram a pressa da partida libertadora do Egito; a lembrança do maná do deserto recordará sempre a Israel que é do pão da Palavra de Deus que ele vive. Finalmente, o pão de cada dia é o fruto da terra prometida, penhor da fidelidade de Deus às suas promessas. O “cálice de bênção” (1Cor 10,16), no fim da ceia pascal dos judeus, acrescenta à alegria festiva do vinho uma dimensão escatológica – a da expectativa messiânica do restabelecimento de Jerusalém. Jesus instituiu a Sua Eucaristia dando um sentido novo e definitivo à bênção do pão e do cálice.

 

  • 1339 – Jesus escolheu a altura da Páscoa para cumprir o que tinha anunciado em Cafarnaum: dar aos seus discípulos o seu corpo e o seu sangue:

“Veio o dia dos Ázimos, em que devia imolar-se a Páscoa. [Jesus] enviou então a Pedro e a João, dizendo: ‘Ide preparar-nos a Páscoa, para que a possamos comer’ [...]. Partiram pois, [...] e prepararam a Páscoa. Ao chegar a hora, Jesus tomou lugar à mesa, e os Apóstolos com Ele. Disse-lhes então: ‘Tenho desejado ardentemente comer convosco esta Páscoa, antes de padecer. Pois vos digo que não voltarei a comê-la, até que ela se realize plenamente no Reino de Deus’. [...] Depois, tomou o pão e, dando graças, partiu-o, deu-lho e disse-lhes: ‘Isto é o Meu corpo, que vai ser entregue por vós. Fazei isto em memória de Mim’. No fim da ceia, fez o mesmo com o cálice e disse: ‘Este cálice é a Nova Aliança no meu sangue, que vai ser derramado por vós’” (Lc 22,7-20).

 

  • 1340 – Celebrando a última ceia com os seus Apóstolos, no decorrer do banquete pascal, Jesus deu o seu sentido definitivo à Páscoa judaica. Com efeito, a passagem de Jesus para o seu Pai, pela sua morte e ressurreição – a Páscoa nova – é antecipada na ceia e celebrada na Eucaristia, que dá cumprimento a Páscoa judaica e antecipa a Páscoa final da Igreja na glória do Reino.

1363 – No sentido que lhe dá a Sagrada Escritura, o memorial não é somente a lembrança dos acontecimentos do passado, mas a proclamação das maravilhas que Deus fez pelos homens (188). Na celebração litúrgica destes acontecimentos, eles tomam-se de certo modo presentes e atuais. É assim que Israel entende a sua libertação do Egipto: sempre que se celebrar a Páscoa, os acontecimentos do Êxodo tornam-se presentes à memória dos crentes, para que conformem com eles a sua vida.

 

  • O Domingo Pascal

Páscoa, do latim paschalis, deriva da palavra hebraica Pessah, que significa passagem. Com este nome, designamos a festa judaica da saída do povo do Egito conduzido por Moisés. A Páscoa que esse povo comemora é a passagem pelo Mar Vermelho, que ocorreu muitos anos antes de Cristo, quando o profeta conduziu os hebreus para fora do Egito, onde eram escravos.

Chegando às margens do Mar Vermelho, os judeus, perseguidos pelos exércitos do faraó, teriam de atravessá-lo às pressas. Guiado por Deus, Moisés levantou seu bastão e as ondas se abriram, formando duas paredes de água que ladeavam um corredor enxuto por onde o povo passou.

Jesus também festejava a Páscoa. Foi isso que fez ao cear com seus discípulos.

A celebração desse dia é considerada uma festividade verdadeira e própria, plena de alegria e esperança. As leituras são sempre as mesmas em todos os ciclos anuais. A sequência pascal marca a emoção e a esperança da comunidade. Jesus Cristo é o vencedor da Morte. Ele rompeu as barreiras do tempo e do espaço.

Ele é um convite à nossa ressurreição.

A celebração da Páscoa nos convida, portanto, a uma permanente mudança de vida. É um convite à renovação de nossos compromissos com Cristo e com os irmãos. A conversão não se realiza sem oração, jejum, caridade e perdão. Tudo deve ser fundamentado na Ressurreição de Jesus e na força do Espírito Santo. A Páscoa nos convida a uma contínua conversão, a fim de que possamos chegar à estatura de Cristo, o Homem perfeito (Ef 4,13).

A Páscoa é repleta de símbolos importantes para todos nós. Mesmo nos mais diferentes países e culturas, muitos elementos estão sempre presentes nos rituais há centenas de anos. O mais antigo símbolo da Páscoa é a cor branca, que simboliza a pureza, a paz, a vitória, a ressurreição e a alegria.

 

  • Vigília Pascal

A celebração da Vigília Pascal abrange diversas partes:

- A celebração da Luz

- A celebração do Círio

- A liturgia da Palavra

-A liturgia do Batismo

- A liturgia da Eucaristia

- A celebração da Luz

Inicia-se a comemoração da Ressurreição do Senhor. As cerimônias são um convite à alegria e à esperança. A bênção do fogo novo é símbolo da luz, da fé que procede de Cristo, é d’Ele que sai o fogo que ilumina e abrasa os corações.

 

  • A liturgia da Palavra

Abrange as leituras bíblicas, sendo duas do Novo Testamento: a Epístola e o Evangelho, alusão ao mistério de nossa libertação. Pode-se diminuir o número de leituras do Antigo Testamento, mas nunca se deve omitir a narração da passagem do Mar Vermelho, pelo seu caráter de figura tipológica do mistério Pascal.

Para cada leitura há um Salmo Responsorial e uma oração. Após a sétima leitura, que é a última do Antigo Testamento, acendem-se as velas do altar e o sacerdote entoa o canto Gloria in Excelsis ao som festivo dos sinos da igreja. Após a primeira leitura do Novo Testamento, o sacerdote ou outra pessoa indicada entoa o cântico solene do Aleluia, quebrando o clima de tristeza que acompanhava o tempo quaresmal.

 

  • A liturgia batismal

Após a liturgia da Palavra, segue-se o batismo de alguns fiéis perante a comunidade. A apresentação dos candidatos à comunidade e o cântico da ladainha de todos os santos mostram a universalidade da Igreja. A renúncia do mal e a profissão solene da fé dão um caráter participativo à comunidade. Quando não há batismo-confirmação, sempre se benze a água, que é revelada solenemente até a pia batismal. É feita ainda a aspersão da água benta, recordando o batismo que deve ser renovado pela contínua inserção na fé e renúncia ao mal.

Fonte: http://wiki.cancaonova.com/index.php/P%C3%A1scoa

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Sábado Santo

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O Sábado Santo, ou Sábado de Aleluia, antecede as comemorações do domingo de Páscoa, da Ressurreição de Jesus. Durante o dia, a Igreja permanece meditando a Paixãoe esperando a Ressurreição.
Depois do anoitecer, a Vigília Pascal inicia com a Liturgia da Luz, que começa com as luzes da igreja apagadas e a reunião dos fiéis. Abençoa-se o fogo, símbolo do esplendor do Ressuscitado. Prepara-se o círio pascal, vela em que o celebrante marca uma cruz e as letras Alfa e Ômega, que representam Cristo, Princípio e Fim de tudo e de todos. Entre os braços da cruz está o ano em curso. O círio é usado em todo o Tempo Pascal, permanecendo na igreja, e durante todo o ano em batismos, crismas e funerais, lembrando a todos que Cristo é a luz do mundo.
A vela é acesa e segue o antigo rito do Lucernário. Um sacerdote ou diácono carrega o círio pela igreja escura, parando três vezes e aclamando: “Lumen Christi” (Luz de Cristo), e a assembleia responde “Deo Gratias”(Graças a Deus). A vela prossegue pela igreja e todos acendem velas menores pelo Círio Pascal , representando a “Luz de Cristo” se espalhando por todos. A escuridão diminui. Depois de colocada em destaque, a vela é incensada e entoa-se solenemente o canto Exulted, de tradição milenar. A Igreja pede que as forças do céu exultem a vitória de Cristo sobre a morte.
Apagam-se as velas e inicia-se a Liturgia da Palavra, composta de sete leituras do Antigo Testamento, que são como um resumo de toda a História da Salvação.Cada leitura é seguida por um salmo e uma oração. Depois de concluir estas leituras, é entoado solenemente o Gloria in excelsis Deo (“Glória a Deus nas alturas”). Os sinos, sinetas e campainhas da igreja devem ser tocados. É a primeira vez que se entoa o “Glória” desde a Quarta-feira de Cinzas, com exceção da Quinta-feira Santa. Lê-se um texto da Epístola aos Romanos e o Salmo 118.
O “Aleluia” é cantado também de forma muito solene, pois não se entoava desde o início da Quaresma. Na Liturgia Batismal, a água da pia batismal é solenemente abençoada e pode-se haver batizados neste momentos. Depois, todos renovam os seus votos batismais e recebem a aspersão da água. A oração dos fiéis se segue e a Liturgia Eucarística continua como de costume. Esta é a primeira Missa do dia da Páscoa.

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PÁSCOA: Cordeiro, Cruz, Coelho ou Ovo?

Os supermercados estão abarrotados de ovos de chocolate. Que delícia!  Muitos perguntam novamente para o inocente bichinho: “coelhinho da  páscoa, que trazes para mim?” O coelho, símbolo de fertilidade, e o ovo  de chocolate, símbolo de poder e vigor, são apreciados por todos,  principalmente nesta época em que se comemora a Páscoa.

Mas, por mais estranho que pareça, a cruz também é um símbolo da Páscoa.  Páscoa tem a ver com libertação provinda do sangue derramado. Vamos  recordar? A palavra “Páscoa” em hebraico quer dizer “passagem, passar  sobre”. O povo hebreu, estava cativo no Egito por quatrocentos e trinta  anos. Mas chegou o dia da libertação.

O grande Faraó egípcio iria experimentar como nunca, a mão pesada de um  Deus diferente daqueles deuses que ele adorava. Um Deus pessoal, que  ouve o clamor do povo sofrido, que vê a injustiça praticada pelos  poderosos, que sabe e conhece tudo e todos, um Deus Soberano. A décima  praga seria a morte dos primogênitos. Todas as criaturas no Egito que  abriram a madre morreriam.

À meia noite, um anjo passaria por cima daquela terra, e onde estivesse  um primogênito, a morte entraria e o levaria. Todavia, havia uma  esperança para se livrar de tão grande aflição. Um cordeiro deveria ser  morto. Um cordeiro sem defeito, cujo sangue seria aplicado nas ombreiras e na verga da porta de entrada. O sangue seria o sinal, e quando o anjo passasse por cima,  pouparia  todas as casas onde existisse o sinal  feito pelo sangue do cordeiro. Aquele cordeiro sacrificado simbolizava  Jesus Cristo, o “Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo” Jo 1,29.  Páscoa é muito mais que coelho ou ovos de chocolate. Páscoa é Jesus. Páscoa  aponta para a cruz de Cristo onde seu sangue foi vertido por mim e por  você.

Jesus “padeceu sob o poder de Pôncio Pilatos, foi crucificado, morto e  sepultado, mas ao terceiro dia ressuscitou, subiu ao céu e está sentado  junto ao trono de Deus”.  Páscoa significa vitória, liberdade da  opressão. O povo hebreu se viu livre, como um pássaro diante de um laço  que se desfez. Assim acontece com aquele cujo sangue de Cristo lhe é  aplicado. O sangue de Jesus derramado na cruz não foi em vão. O sangue  do Cordeiro livra da morte espiritual. Isto porque Ele venceu a morte  ressuscitando ao terceiro dia. Páscoa é redenção. Cuidado para o mundo ‘moderno’ te levar a pecar em trocar o Cordeiro por um coelho, pois “O salário do pecado é a morte” Rm 6.23.

A eucaristia ou Santa Ceia, é o grande símbolo da vitória do Cordeiro e  do seu povo. O pão simboliza o corpo e o vinho simboliza o sangue do  cordeiro. Quando o Destruidor vê o sangue aplicado em nossas vidas, ele  apenas passa. Então agora, “quando vossos filhos vos perguntarem: Que  rito é este? Respondereis: É o sacrifício da Páscoa ao Senhor, que  passou por cima das casas…” (Êxodo 12.23-27).

Que o coelhinho da páscoa e os ovos de chocolate não roubem do seu coração, o verdadeiro sentido da Páscoa,Ressureição de Nosso Senhor Jesus Cristo.


Repórter de Cristo - Leia mais: http://reporterdecristo.com/pascoa-cordeiro-crus-coelho-ovo/ #ixzz1rOmRL0KF

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